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Preços de Vendas de Casas continuaram em queda durante 2007

Continuam a verificar-se abaixamentos de preços Vendas de Casas no sector imobiliário em Portugal.


As mais recentes estatísticas do INE, referentes ao último trimestre de 2007, para dados de avaliação bancária à habitação, reflectem em termos gerais a tendência de queda generalizada, salvo pequenas excepções.
Os preços variam entre abaixamentos da ordem dos 18% em Lamego e 16% em Tomar como sendo dos mais significativos, até valorizações de 9% no Entroncamento e 10% em São João da Madeira.

Independentemente de alguns casos pontuais, a maioria das zonas apresentam quedas de preços que de certo modo reflectem a conjuntura internacional, com um agravamento provocado pela crise americana do crédito de alto risco (sub-prime).

Lisboa não foi dos locais mais afectados já que a desvalorização se cifrou em 1,6%. Estes valores porém, devem ser vistos comparativamente a uma óptica da valorização segura que o imobiliário apresentava ainda há poucos anos, como um refúgio mais cauteloso quanto a outros investimentos. As zonas lisboetas que mais sofreram com o abaixamento dos preços foram as do centro histórico, como Prazeres, Anjos, Graça e Castelo (7,9%). Em situação antagónica, Belém, Alcântara e Ajuda beneficiaram de algum modo com valorizações a contra-ciclo, reflectindo na média considerada, o efeito provocado por algumas recuperações de edifícios antigos, com reconstrução e novas edificações. As zonas Oriental e Norte da cidade apresentaram médias de abaixamento da ordem dos 3,7 e 4,1% respectivamente. Os valores mais elevados por metro quadrado verificaram-se para as freguesias de Lapa, Santo Condestável e Santa Isabel.

O Porto pelo contrário teve um ano positivo, pois com 3,8% de valorização, quase todas as zonas da cidade acompanharam a subida nestes valores. Mas as zonas circundantes não ficaram incólumes à tendência geral, em que Vila do Conde e Matosinhos são o espelho disso com -3%. Também as zonas à volta de Lisboa confirmaram as descidas gerais, com valores superiores a 5% para Setúbal, Moita, Seixal e Barreiro.

Em posição antagónica à generalidade do país, o Algarve apresentou significativas valorizações apesar do grande volume de construção nova, atingindo-se os preços mais altos em Faro e Portimão.